quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

“A atual educação estraga as crianças”

“A atual educação estraga as crianças” - Eduardo Sá
Notícia criada em 2012-01-19

 Foi assim que iniciou a sua palestra no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, uma iniciativa promovida em colaboração por aquela instituição e pelo Centro de Formação Ria Formosa sobre o “Envolvimento Parental na Escola”.

Perante um auditório com cerca de 280 pessoas, o conferencista afirmou que “a estrutura tecnocrática, em que se transformou a educação, faz mal” e criticou o “furor da formação técnica e científica” que levou ao esquecimento de que “o melhor do mundo não é a escola mas as pessoas e, em particular, as relações familiares”. Lamentando a ausência de uma lei de bases para a família e para a criança, Eduardo Sá lembrou que “há aspetos muito mais importantes do que a escola na vida das crianças”, como a família. “Estamos a criar uma mole de licenciados e de mestres aos 23 anos que esperamos que sejam ídolos antes dos 30 e o fundamental não é isso”, lastimou, lembrando que “estamos a exigir aos nossos filhos que sejam iguais a nós: que ponham o trabalho à frente de tudo o resto”, esquecendo-nos de brincar com eles.

O conferencista considerou que “criámos uma ideia absurda de desenvolvimento” e lembrou que “a vida não acaba aos 17 anos com a entrada no ensino superior”. “Só os alunos que tiveram pelo menos uma negativa no seu percurso educativo é que deviam entrar no ensino superior porque estamos a criar uma geração de pessoas imunodeprimidas”, defendeu, sustentando que “errar é aprender”.

Eduardo Sá disse achar “uma estupidez” crermos que tecnocratas sejam “sempre mais inteligentes porque dominam a estatística”, “inacreditável” que “o mundo, hoje, privilegie o número à palavra” e um “escândalo” que, “nesta sociedade do conhecimento, não perguntemos até que ponto é que mais conhecimento representou mais humanidade”. “Este mundo está felizmente a morrer de morte natural. O futuro vão voltar a ser as pessoas”, congratulou-se, considerando a atual crise uma “oportunidade fantástica que temos a sorte de estar a viver”. “Esta crise representa o fim de um ciclo que aplaudo de pé. Este furor positivista está felizmente a morrer”, complementou, considerando que “o custo do positivismo foi a burocracia e a tecnocracia”.“Acho ótimo que possamos reabilitar algumas noções que parecem ferir os tecnocratas e que são preciosas para a natureza humana. Acho inacreditável que, depois do positivismo, a fé tenha passado de moda porque a fé é uma experiência de comunhão entre as pessoas”, acrescentou.

Eduardo Sá defendeu que as “educações tecnológicas” possam dar lugar à “educação para o amor” como “a questão mais importante das nossas vidas”. “Acho fundamental que tenhamos a coragem, a ousadia e a verticalidade de dizer que a maior parte das pessoas se sente mal-amada e acho fundamental explicar aos nossos filhos que é mentira que acertemos no amor à primeira e que é notável aquilo que se passa dentro do nosso coração”, afirmou. 
Neste sentido afirmou que “devia ser proibido dizermos aos nossos filhos que se deve casar para sempre”. “Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações”, concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. “É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias”, lamentou, lembrando que “pais mal-amados tornam-se piores pais”. “É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças”, sustentou. 

Eduardo Sá defendeu que “as crianças devem sair o mais tarde possível de casa” e jardins de infância “tendencialmente gratuitos para todos”. “Não se compreende como é que a educação infantil e o ensino obrigatório não são a mesma coisa”, criticou, lamentando que os governantes, “nomeadamente a propósito da crise da natalidade”, não perguntem: “quanto é que uma família da classe média (se é que isso ainda existe em Portugal) precisa de ganhar para ter dois ou três filhos num jardim de infância”.
O psicólogo defendeu ainda jardins de infância onde as crianças “brinquem e ouçam e contem histórias”, tenham educação física, educação musical e educação visual. “O ensino básico não é muito importante senão para que, para além de tudo isto, as crianças tenham português e matemática”, disse, considerando ser “mentira que as crianças não tenham competências para a aprendizagem da matemática”. “É ótimo brincar com a matemática mas a matemática sem o português torna-nos estúpidos. Não consigo entender que este país não acarinhe a língua materna”, criticou.

Eduardo Sá disse ainda não achar que “mais escola seja melhor escola”, criticando os blocos de aulas de 90 minutos porque aulas expositivas daquela duração são “amigas dos défices de atenção”. “Acho um escândalo que as crianças comecem a trabalhar às 8h, terminem às 20h e que tenham, entre blocos de 90 minutos, 10 minutos de intervalo. Quanto mais as crianças puderem brincar, mais sucesso escolar têm”, defendeu, acrescentando que “os pais estão autorizados a ser vaidosos com os filhos mas proibidos de querer a criar jovens tecnocratas de fraldas”. “Devia ser proibido que as crianças saíssem do jardim de infância a saber ler e escrever”, advertiu.

A terminar, defendeu ser possível “ter sucesso escolar” e “gostar da escola”. “Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugir para a escola”, concluiu.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Escritor em à Escola

Dia 8 de Fevereiro, pelas 10.15h, na sala 202
José Gonçalves, historiador algarvio, apresenta o livro "Cruz de Portugal"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

João Luis Gonçalves

Dia 18 de Janeiro, pelas 10.30h, na sala 202
João Luis Gonçalves, Procurador da República do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, apresenta o livro "Caminho da Vigia"

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CNL - Concurso Nacional de Leitura Vencedores

Já terminou a primeira fase do concurso. As provas decorreram no dia 10 de Janeiro e os alunos apurados foram:

Ana Sofia Jesus, 10ºC
Inês Simões, 12ºH
Laura Sousa, 12ºD

A segunda fase é a distrital, que terá lugar a 3 0 de Abril.

A última fase, a nível nacional, acontece em Maio e será transmitida pela RTP.





quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Preto no Branco nº61

Preto no Branco 1º Período 2011/2012

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

CNL - Concurso Nacional de Leitura

A 10 de Janeiro realizam-se as provas na escola
Primeira Fase (Fase de Escolas) a decorrer durante o 1º período na Escola Secundária João de Deus. A 10 de Janeiro realizam-se as provas na escola, os 3 melhores passam à fase distrital (em Abril). A última fase, a nível nacional, acontece em Maio e será transmitida pela RTP
Se gostas de ler, não percas esta oportunidade!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Feliz Natal!

Faz deste Natal, um momento inesquecível, e prolonga-o para todos os dias do ano.




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

JOÃO TORDO VOLTA À ESCOLA JOÃO DE DEUS PARA A APRESENTAÇÃO DO SEU ÚLTIMO ROMANCE – “Anatomia dos Mártires”





O escritor João Tordo vem apresentar o seu último livro “Anatomia dos Mártires aos alunos da Escola Secundária João de Deus, em Faro, no dia 25 de Novembro pelas 15 horas. Uma actividade dinamizada no âmbito da disciplina de Português em articulação com a Biblioteca Escolar.
João Tordo, um dos mais promissores escritores portugueses da actualidade, distinguido com o Prémio Saramago 2009, lançou o seu último romance no dia 14 deste mês. O Livro conta-nos “a história de uma obsessão verdadeira transformada em ficção -- a de uma investigação contemporânea, e original, sobre o mito de Catarina Eufémia -- e também a tentativa de reconciliação de um escritor nascido imediatamente após a Revolução de Abril com o passado”, disse à Lusa uma fonte das Publicações D. Quixote.
 Detentor de uma técnica narrativa baseada no suspense, de inspiração policial, e de uma imaginação prodigiosa, João Tordo não será, com certeza, um fenómeno passageiro das letras lusas. Os alunos da Escola Secundária João de Deus, que leram avidamente os seus livros, anseiam pelo reencontro com o autor, que será mais uma vez um momento único de troca de ideias e leituras.

domingo, 20 de novembro de 2011

Biblioteca Digital

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre. 
Um lugar onde pode:



http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

 ·Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;

·Ouvir músicas em MP3 de alta qualidade;

·Ler poesia de Fernando Pessoa

·Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;

·Ter acesso às melhores historias infantis e vídeos da TV ESCOLA

·E muito mais...




A biblioteca em linha de referência da Língua Portuguesa 

A disponibilização de um conjunto de textos e documentos de grande relevância cultural e linguística insere-se na missão do Instituto Camões: A promoção da língua e cultura portuguesas, de que se vem ocupando desde 1929.

http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes.html

 

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Livro do mês - Novembro

Recomendação de leitura para o mês de Novembro:

Uma Noite em Lisboa – Erich Maria Remarque