quinta-feira, 30 de junho de 2011

Relatório PISA sobre leitura digital

Foi ontem apresentado em Paris o relatório PISA (Programme for International Student Assessmen) da OCDE sobre «Alunos on-line», no qual uma das competências avaliadas foi o desempenho dos alunos na leitura digital. Neste âmbito, o estudo abrangeu alunos de 19 países (Portugal não incluído). Os melhores resultados foram alcançados pelos alunos da Coreia, da Nova Zelândia e da Austrália. Macau também participou no estudo e obteve um resultado um pouco inferior à média da OCDE.

À semelhança da leitura tradicional, também na leitura digital os alunos do sexo feminino obtêm melhores resultados que os do sexo masculino.

No capítulo V, o relatório analisa a familiaridade dos alunos com as TIC, numa abordagem que já inclui Portugal. Aí podemos comprovar que cerca de 98% dos estudantes portugueses dispõem de computador em casa, valor que aumentou 41% entre 2000 e 2009. Os portugueses estão acima da média no uso da Internet em casa, mas abaixo da média no seu uso na escola, embora Portugal detenha uma das percentagens mais elevadas de alunos com acesso à Internet na escola.

Apenas 0,4 por cento dos cerca de 6200 alunos portugueses inquiridos pelo PISA indicaram que nunca usaram um computador e Portugal ocupa mesmo o primeiro lugar em percentagem de alunos que afirma poder realizar uma apresentação multimédia, “com som, fotografias e vídeo”, tendo registado uma duplicação deste indicador em relação a 2003, para uma percentagem (acima de 70) que mais do que triplica o valor médio dos países que participam no estudo.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Que quantidade de informação a humanidade criará e armazenará este ano?

Como termo de comparação, 1 zetabyte corresponde a mais de mil milhões de Terabytes.


As bibliotecas escolares são essenciais

No novo contexto informacional em que vivemos, resultado do desenvolvimento das tecnologias e da Internet, em particular, é fundamental que a escola seja capaz de preparar jovens que, para além de um leque de conhecimentos, alguns axiais como a língua materna e a matemática, dominem um conjunto de competências complexas no que à informação diz respeito. Para responder a essa exigência, as bibliotecas escolares são um bem educativo e cultural essencial.

As formas clássicas de produção, conservação e circulação do saber, intimamente ligadas ao livro e ao impresso, estão a alterar-se profundamente. Crianças e jovens são cada vez mais marcados pelo acesso e uso precoce duma grande parafernália tecnológica - telemóveis, consolas de jogos, mp3, computadores, ipads... -, uma grande apetência por conteúdos audiovisuais e, sobretudo, pela Internet. No final da escola aguarda-os um mercado de trabalho caracterizado pela mudança, flexibilidade, necessidade constante de adaptação e de trabalhadores cada vez mais qualificados. Vão mudar de emprego várias vezes e vão ter de continuar a aprender ao longo da vida.
Quando todo o conhecimento de que necessitamos parece encontrar-se na Web, à distância e velocidade de um clique, as actividades de pesquisa e tratamento de informação tornaram-se mais complexas do que podíamos imaginar. E a geração que apelidamos de "nativos digitais" ou "geração google", apesar da destreza tecnológica, revela grandes fragilidades na procura e uso de conteúdos informativos relevantes e fiáveis, assim como na capacidade de os transformar em conhecimento. Quem é que hoje, no papel de professor ou de pai, não experienciou a frequência com que crianças e jovens se limitam a "googlar" um tema, aplicando a seguir o método do "copiar e colar" para produzirem o trabalho que lhes foi pedido?

Todo este cenário exige que a escola promova o ensino e aprendizagem de diferentes literacias, nomeadamente a literacia de informação, aqui entendida como o conjunto de competências que capacitam para o acesso, uso e aplicação eficaz da informação, em diferentes suportes, formatos e contextos. É este desafio recente, assim como o da leitura, nos tradicionais e nos novos ambientes, que torna as bibliotecas escolares tão necessárias. Vejamos.

Por mais que a tecnologia nos inunde, a leitura continua a ser uma aprendizagem primordial, condição de todas as outras. Aprende-se a ler, lendo, o livro continua a ser o suporte de eleição para essa aprendizagem, e a leitura, analógica ou digital, o instrumento de compreensão global. Nem todas as famílias têm condições para proporcionar livros e um ambiente leitor às suas crianças e jovens. As bibliotecas escolares são, pois, um ponto de acesso ao livro, a outros suportes e a actividades que estimulam o interesse e competências de leitura ao longo da escolaridade.

As bibliotecas escolares são igualmente um espaço de inclusão digital. Alguns programas do Ministério da Educação, o próprio embaratecimento da tecnologia, facilitaram a posse de computador pessoal. Em relação à Internet, considerando os dados do projecto Eukids Online, verificamos que só 78% das crianças e dos jovens portugueses entre 9 e 16 anos acedem à Internet. E cerca de um terço através das bibliotecas, tanto escolares como públicas.
Mas a inclusão digital não se resume ao acesso, pelo contrário, transfere-se cada vez mais, mesmo nos países mais desenvolvidos, para o problema do uso. Entendidas como espaços de aprendizagem, as bibliotecas escolares desempenham um papel fundamental na promoção de um uso seguro, criterioso, crítico e eficaz da informação. Em todos os agrupamentos de escolas e escolas secundárias têm sido o lugar por excelência onde estas questões são especificamente colocadas e trabalhadas com os professores bibliotecários, com todos os docentes já sensibilizados para o tema e, em especial, com os alunos. O Programa Rede de Bibliotecas Escolares tem sido decisivo no desenvolvimento destes espaços na escola.


Margarida Toscano, Professora e membro do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, in DN

Mapas gratuitos em formato ebook


A EbookMaps disponibiliza gratuitamente cerca de duas centenas de mapas de cidades de todo o mundo, em formato ebook.  Os mapas foram produzidos pelo Open Streetmap Project, e são distribuídos de forma gratuita mediante uma licença CC.

Depois de escolher a cidade pretendida é possível fazer o download do ebook em dois tipos de ficheiro – Mobi (para o e-reader Kindle) e ePub (para a maioria dos e-readers).
Para Portugal, estão disponíveis os mapas das cidades do Porto, Lisboa e Funchal.

in http://lerebooks.wordpress.com

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Novo acordo ortográfico - Porto Editora

A revolução dos Media

Biblioteca de Charles Darwin disponível online


A Biblioteca da Universidade de Cambridge University Library, numa parceria com o Darwin Manuscripts Project, e a  Biodiversity Heritage Library anunciou hoje que a primeira parte da biblioteca científica de  Charles Darwin se encontra agora disponível online.
A colecção é constituída por mais de 1400 títulos, 730 dos quais anotados pelo próprio Darwin, e  que se encontram em processo de digitalização. Destes últimos, 330 já se encontram online.

In http://lerebooks.wordpress.com

J. K. Rowling apresenta sítio Pottermore e ebooks de Harry Potter


Em conferência de imprensa, J. K. Rowling hoje apresentou o sítio Pottermore onde a partir de Outubro será possível adquirir os muito aguardados ebooks da série Harry Potter.
Os ebooks estarão disponíveis para uma grande diversidade de dispositivos  – Kindle, da Apple, da Google, da Barnes & Noble, etc. – , mas apenas poderão ser adquiridos no sítio Pottermore, que foi hoje oficialmente lançado. O preço dos ebooks ainda não é conhecido. O projecto de Rowling tem a colaboração da Sony (no sítio web) e da Overdrive (ebooks).

Aprendendo para mudar, mudando para aprender

segunda-feira, 20 de junho de 2011

No ano do seu 40.º aniversário, a história de um meio que revolucionou a comunicação.
(clicar na imagem para ver maior)